Seja Dizimista!

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Construção da primeira Capela em 1793. Acrílico sobre tela, arte de Miquéias Mizá


Convite Missa de 30 dias de saudades


Convite Missa de 30 dias de saudades


O medo que nos afasta do outro


Nossa Igreja nos chama a educar para o diálogo ecumênico. Não é algo opcional, que dependa de nossas preferências pessoais, faz parte do trabalho que a Igreja espera de nós. O Concílio Vaticano II, que estamos rememorando neste “Ano da fé” , já havia dito:
            Devem ser feitos todos os esforços para eliminar palavras, juízos e ações que, segundo a equidade e a verdade, não correspondem à condição dos irmãos separados e, por isso, tornam mais difíceis as relações com eles.UR 4
            Esse tipo de palavras, juízos e ações permanecem entre nós porque, estando separados, nos defendemos uns dos outros alimentando preconceitos que teriam se desmanchado se tivéssemos outro tipo de relacionamento. Lembro que uma vez fui convidada por um amigo pastor a fazer uma pregação no culto de uma igreja presbiteriana. Fui apresentada à comunidade antes do culto sem que soubessem o que eu ia fazer. Uma senhora, querendo ser simpática, me abraçou e disse que estava muito feliz de me ver ali porque os católicos, como todo mundo sabe, não conhecem a Bíblia e eu ia poder aprender com eles. Quando o pastor me apresentou, após a leitura do evangelho, como alguém que dava cursos sobre a Bíblia e que iria ajudá-los a refletir sobre a Palavra, ela ficou desconcertada, sem coragem de me olhar. Depois conversamos e esclarecemos o mal entendido. Mas isso só foi possível porque eu já tinha um bom relacionamento com o pastor  e aproveitei também para elogiar coisas boas que aquela comunidade realizava. Há muito tempo eu havia aprendido, por experiência, que o elogio é a melhor ferramenta de desarmamento que podemos usar. Fiquei pensando que nós também temos idéias preconcebidas sobre muitos comportamentos dos irmãos de outras Igrejas e que muita má vontade poderia ser vencida se nos aproximássemos uns dos outros com vontade de descobrir e valorizar o que o outro tem de bom.
            Mas há quem tenha medo e queira se preparar para o ataque como forma de defesa. Aí eu me lembro de uma parábola, que é assim:
            Dois irmãos estavam brigados há muito tempo e moravam em terras vizinhas, separadas por um rio. Com medo que o irmão invadisse sua fazenda, o mais velho contratou um operário para fazer uma cerca junto ao rio. Não se sabe se o operário entendeu mal a ordem ou fez de propósito, mas ele construiu uma ponte em vez de fazer a cerca. O patrão, indignado, foi para a beira do rio ver como conseguiria consertar tal estrago. E lá encontrou o irmão que, emocionado, lhe disse: _Faz tempo que queria fazer as pazes, mas tinha medo de tentar. Ainda bem que você tomou a iniciativa...
            Muitas vezes temos medo de construir as pontes porque achamos que isso nos coloca em posição vulnerável se o outro quiser nos invadir, nos conquistar para o seu lado. Por isso, a catequese tem que preparar muito bem os católicos, para que amem, conheçam e valorizem a sua Igreja também vendo nela, como grande qualidade, o incentivo a uma postura ecumênica. O desarmamento tem que começar antes do diálogo e tem que estar apoiado numa boa formação. Guerra produz mais guerra e não nos deixa com toda a energia de que precisamos para anunciar o evangelho. Sem medo, estaremos mais preparados para mostrar a beleza da nossa identidade de fé. E, se queremos mesmo ser bons católicos, temos que ouvir e seguir o que a Igreja nos pede. Pensando nisso, podemos lembrar dois trechos da encíclica Ut Unum Sint, de João Paulo II:
            O ecumenismo, o movimento a favor da unidade dos cristãos, não é só uma espécie de apêndice, que vem se juntar á atividade tradicional da Igreja. Pelo contrário, pertence organicamente à sua vida e ação, devendo, por conseguinte, permeá-la no seu todo e ser como o fruto de uma árvore que cresce sadia e viçosa até alcançar seu pleno desenvolvimento. UUS 20
            O ecumenismo não é apenas uma questão interna das comunidades cristãs, mas diz respeito ao amor que Deus, em Cristo Jesus, destina ao conjunto da humanidade; e obstaculizar este amor é uma ofensa a ele e ao seu desígnio de reunir todos em Cristo. UUS 99   
 
Therezinha Cruz

II Retiro Espiritual do Grupos de Jovens Filhos da Imaculada Conceição




Todos os que fazem o "JFIC" Jovens Filhos da Imaculada Conceição do Alto Liberdade convidam a Juventude para participar do II Retiro Espiritual para a juventude, que acontecerá nos dias 31/08 (tarde e noite) e 01/09 (o dia todo) na Escola Estadual Antonio Carlos. A inscrição custa apenas R$ 5,00.  Os interessados, procurar os integrantes ou na Capela de Nossa Senhora da Conceição no Alto Liberdade aos Sábados a partir das 18 horas. PARTICIPE!!!

Homilia da Sexta feira da 21ª Semana do Tempo Comum




Homilia da sexta feira 21º Semana do tempo comum
Marcilio Oliveira da Silva[1]


O texto do evangelho de hoje está inserido no ultimo grande discurso estruturado por Mateus: O sermão escatológico. Logo, a parábola contada por Jesus trás como temática a Parusia (a vindo do filho do Homem nos últimos dias). Mateus, aliás, foi o único dos evangelistas a utilizar este termo para designar a vinda do Filho do homem. Os últimos sermões de Jesus são como que a apresentação dos critérios com que o próprio Cristo presidirá o Juízo final. Como sabemos, o texto escrito por este apóstolo foi direcionado para os cristãos que se haviam convertido do judaísmo e que naquele contexto de época sofriam grande pressão das classes judaicas que haviam sido reformuladas após o concilio de Jãmnia (que ocorreu após a queda do templo de Jerusalém).
            A parábola das Dez virgens é bem conhecida de todos nós, está repleta de mensagens e imagens com grande valor para a vida do cristão. Uma delas nos fala da prontidão e vigilância que os seguidores de Jesus precisam ter, pois, como nos diz no final do trecho: “não sabeis o dia nem a hora” que o noivo chegará. Podemos destacar outras imagens como o do Esposo que evidentemente é o Senhor, o tempo de espera, que é aquele em que devemos manter acessas as nossas lâmpadas da fé, da esperança e da caridade, é aquele antes da vinda final de Jesus. O texto, no contexto em que se insere, tem uma finalidade exortativa e procura transmitir esperança para os cristãos que estão a espera do salvador que havia acabado de ascender aos céus.
            Porém, neste texto, gostaria de destacar a figura das dez virgens. Chama-nos a atenção o aparato que elas possuem: Lâmpadas, e a vasilha com o óleo. Isto nos faz lembrar que o Senhor já dispôs para nós tudo aquilo que precisamos ter para que quando sua vinda acontecer estejamos prontos. Percebam que no inicio do texto as dez virgens estavam com as lâmpadas e o óleo nas mãos, porém, o evangelista faz questão de nos mostrar que do grupo havia cinco delas que eram descuidadas (segundo a tradução da CNBB), enquanto as demais eram precavidas e levaram o seu vasilhame de óleo que garantiria que a chama da lâmpada não se apagasse.
            De fato, Cristo já nos cumulou com aquilo que nos basta para participarmos com ele das núpcias finais. A figura das virgens imprevidentes é o retrato de que precisamos ser zelosos com a nossa vocação. É nela que Deus acende a sua luz para que brilhe aos homens como sinal da sua presença. Isto acontece por meio do Espírito Santo, que é sustento da Igreja. Não podemos deixar a luz de Cristo apagar-se na lâmpada do nosso coração. Para isso, temos o Espírito Santo, não podemos esquecê-lo! Recordemo-nos da promessa do paráclito que foi enviado para nos garantir que a luz de Cristo em nós jamais se apagará.
            A primeira leitura vai complementar tudo isto. Percebam que são Paulo recomenda à comunidade de Tessalônica a conservação de todas as instruções que foram transmitidas pelos Apóstolos. Ele frisa a importância de se manter vivo todos os valores evangélicos que aquela comunidade apreendeu. São Paulo recomenda aos tessalonicenses o zelo por aquilo que o coração daqueles homens e mulheres guardavam em si. Somente os valores do Evangelho é que nos asseguram viver o banquete do Reino. Portanto, a liturgia de hoje é motivo para nos alegrar, pois, já estamos em punho com os elementos que nos garantem participar do Reino prometido pelo Senhor.
Contudo, nossa atenção deverá estar voltada para que não desperdicemos a dádiva que já nos foi conferida por Jesus. A graça já nos foi dada, embora não sejamos merecedores de nada disso. Mas, o próprio Deus nos enfeitou, convidou e nos espera para entrarmos com ele na festa eterna do reino. FALAR DO ANTIGO RITUAL DAS NÚPCIAS NA TRADIÇÃO JUDAICA.
            Enquanto estamos neste mundo é nosso dever sermos cuidadosos como as virgens cuidadosas. A vocação que está em cada um é um dom, é um presente de Deus. Não podemos perdê-la, nem esquecê-la. Temos um roteiro em mãos, como se fosse um ingresso que nos orienta a viver uma vida inserida na vontade de Deus.
O Evangelho de hoje poderia nos assustar pelo teor da expressão que Jesus usa e pelo seu caráter escatológico: “Em verdade vos digo; não vos conheço”. Jesus assim se expressou após ouvir o pedido das imprudentes para que ele abrisse a porta, uma vez que as descuidadas não estavam presentes ou preparadas para entrar na festa quando o noivo chegou. Porém, nesta perspectiva, devemos é nos alegrar, pois, como o mesmo texto nos diz: “O noivo está chegando. Ide acolhê-lo”. Se somos descuidados com a nossa vida, com a nossa vocação, com a nossa fé, com a nossa caridade, com a nossa vida espiritual, com a vida comunitária, intelectual, pastoral, afetiva e humana é possível nos tornarmos cuidadosos. Ainda há tempo para buscarmos aquilo que alimenta tudo isto, já que ao nosso dispor existem elementos que nos ajudam a crescer, como pessoas, como homens, como cristãos e como seminaristas. O aparato está ao nosso alcance. É possível mudarmos e de imprevidentes nos tornarmos previdentes.  
Somos convocados pelo Pai a oferecer a nossa vida para que o mundo conheça o amor eterno que vem de Deus. Deixamos nossas casas, sonhos, projetos, famílias, valores, para servirmos aos irmãos, a Cristo e a sua Santa Igreja. Queremos ser sacerdotes, guias de muitos que estão no descuido com aquilo que lhes foi dado para entrarem no banquete festivo.
O sentimento de vigilância e prontidão perpassa nossa vida, sempre! Ele inflama quando visitamos as comunidades nas atividades dos finais de semana. Em meio a tantas realidades que nos aparecem brota em nós o desejo de orientar os desorientados e de prevenir os desprevenidos. Queremos exercer o papel daquele que gritou: “o noivo está chegando. Ide acolhê-lo”! Exerceremos, assim, o papel de guias de um rebanho. O que nos assegura esse papel que queremos viver é o próprio Espírito Santo, que nos orienta e nos orienta a orientar aqueles que querem participar da festa do Reino eterno.
 A verdade é que nossas experiências pastorais nos mostram que em nós as pessoas enxergam uma referência, um Cristo. Certamente o que veem é a luz (que é Cristo) da lâmpada da vocação que carregamos. Luz que clareia as trevas, que traz esperança aonde esta se perdeu, a mesma que alimenta o coração atribulado e aflito. Ainda é tempo para abastecemos a nossa fé, nossa identidade vocacional com a divina chama que o próprio Jesus acendeu: O Espírito Santo que ele mesmo enviou até nós. Que está aqui! O dia já nasceu, estamos respirando, podemos ainda, agora, suplicar ao Senhor a prudência que tantas vezes nos fez comprometer a nossa fé, o amor que temos e a esperança que existe em nós.   
 Lembremos que nesta festa eterna, da união definitiva de Cristo com a sua Igreja, o noivo deu a sua amada esposa (a Igreja) todos os elementos para que estivesse pronta quando este chegasse. Como Igreja, estamos a esperar o Senhor voltar, mas esta espera deverá ser em clima de alegria, pois, somos os convivas desta certeza. Recebemos aquilo que nos assegura participar deste Reino. Não somos penetras de uma festa, mas, os autênticos convidados, ou seja, aqueles a quem foi pedido estar ao lado do noivo quando este assim chegar.
E no contexto de abraçar a vocação sacerdotal, nossa alegria deverá ser ainda maior, pois, temos uma função especial que é de conduzir e orientar, através da nossa vocação, todos aqueles que desejam conhecer o Cristo, pois, ele se fará pessoa em cada um de nós.      



[1] Marcilio é graduado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, estudante do segundo Período de Teologia da Faculdade Diocesana de Mossoró e Seminarista do Seminário Santa Terezinha de Mossoró. Atualmente presta serviços pastorais na Paróquia de São Sebastião de Caraúbas/RN. 

Diocese de Mossoró participa da 5ª Semana Social Brasileira



Pastorais sociais, organismos vinculados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e movimentos sociais, estarão reunidos em Brasília, entre os dias 2 e 5 de setembro de 2013, no Centro Cultural de Brasília (CCB), para a realização da 5ª Semana Social Brasileira (5ª SSB), que tem como tema “O Estado que temos e o Estado que queremos”. Mais de 250 pessoas participarão do evento que recolherá os resultados dos seminários que aconteceram em todo território nacional, desde o ano de 2011.
Um dos principais objetivos desta Semana Social é mobilizar a sociedade brasileira, a partir das comunidades eclesiais, dos movimentos sociais, das pastorais, dos organismos e das forças transformadoras da sociedade, através de uma reflexão crítica das estruturas do Estado, com o propósito de questionar sobre a serviço de quem elas atuam. Outra proposta deste encontro é a de reforçar os mecanismos de controle do Estado, mediante a ampliação e universalização da democracia participativa e direta, para além da democracia representativa.
As Semanas Sociais Brasileiras, promovidas pela CNBB, sob responsabilidade da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e a Paz, em parceria com os movimentos sociais, se iniciaram na década de 1990.
A 5ª SSB pretende contribuir na construção de canais efetivos e de controle do Estado. Como nas quatro semanas sociais anteriores, os participantes debaterão as opções políticas, econômicas e sociais do Estado e suas consequências diretas na vida da população brasileira, sobretudo, dos pobres, e no meio ambiente, avaliando sua sustentabilidade no presente e para as gerações futuras, balizadas pela proposta do Bem Viver. Portanto, discute a construção de um Estado que esteja a serviço da sociedade civil, a fim de que esta promova o bem comum, garantindo um Estado politicamente democrático, economicamente justo e sustentável e socialmente solidário. De nossa Diocese de Santa Luzia de Mossoró irá o Pe. Talvacy Chaves - Administrador Paroquial de Nossa Senhora de Fátima de Mossoró-RN. 
Entenda o processo:
Diante das constantes denúncias de corrupção de agentes do Estado brasileiro, em março de 2010, a CNBB, como uma forma de contribuir com o debate crítico sobre tal situação, publicou o Documento 91 – Por uma reforma do Estado com participação. Desde então, as pastorais sociais, os organismos vinculados à CNBB e os movimentos sociais, se sentiram motivados a promover a 5ª SSB para aprofundar o debate sobre o Estado. Em abril de 2011 a 49ª Assembleia da CNBB, em Aparecida, São Paulo, aprovou, por unanimidade, a realização da 5ª SSB. Sua realização foi confiada à Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz. Nesse sentido, foi apresentada uma agenda específica: agosto de 2011 – Lançamento no Seminário Nacional das Pastorais Sociais e Organismo, em Brasília; outubro de 2011 –Divulgação para a imprensa dos instrumentos teóricos e metodológicos; abril de 2012 – Debate com os bispos na 50ª Assembleia Geral da CNBB; abril/ setembro de 2012 Realização das Semanas Sociais nas Dioceses e Regionais; agosto de 2012, Seminário Nacional, em Brasília; junho de 2013, Seminário Nacional sobre o Bem Viver; e a 5ª Semana Social, de 2 a 5 de setembro de 2013, em Brasília.
Serviço
5ª Semana Social Brasileira
Onde: Centro Cultural de Brasília – CCB – SGAN 601 – Módulo “B” Asa Norte – Brasília/DF.
Quando: 2 a 5 de setembro de 2013
Contatos: Francisco Vladimir, assessor de comunicação da 5ª SSB (85) 9969.7804, Padre Nelito Dornelas, da coordenação da 5ª Semana Social Brasileira e assessor da CNBB (61) 8187.1303, Padre Ari Reis, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz (61) 8105.1968.
fonte: http://www.semanasocialbrasileira.org.br/