Seja Dizimista!

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Para a Igreja Católica o que são leigos?



O Papel dos Leigos na Igreja Católica: a Exortação Apostólica ‘ChristifidelesLaici’ de 1987
(notas de conferência proferida em São Paulo, em 30-11-03, para universitários do Projeto Universidades Renovadas-RCC).

Pe. João Sérgio Cury Lauand

Passados 20 anos do Vaticano II, o Romano Pontífice quis voltar-se para um tema que teve destaque no Concílio e dedicou o Sínodo dos Bispos de 1987 ao estudo de aspectos relativos aos fiéis leigos. O documento pós-sinodal, a exortação Christifideles Laici, apresenta temas dignos de estudo.
Dessa forma vai-se preenchendo uma lacuna de séculos na definição das atribuições dos leigos. Durante muito tempo, pouco ou nada se falou sobre isso. A título de exemplo, em seu conhecido livro sobre a História da Igreja, comentando os resultados do Concílio de Trento, Daniel-Rops afirma: "É de admirar que, entre tantas sessões, não tenha havido uma que traçasse o retrato do verdadeiro cristão leigo...como se tinham traçado os do bispo e do sacerdote".
Logo no início, a Exortação que estamos considerando, afirma: "Ao longo dos seus trabalhos, o Sínodo fez constante referência ao Concílio Vaticano II, cuja doutrina sobre o laicato, à distância de vinte anos, se revelou de surpreendente atualidade e, por vezes, de alcance profético: essa doutrina é capaz de iluminar e de guiar as respostas que hoje devem dar-se aos novos problemas". (n.2).
O Sínodo deu muitas graças pela atuação do Espírito Santo e por tantas iniciativas surgidas nesse período, que vão renovando a Igreja. Recordou por outro lado dois perigos: por um lado a tentação de que os leigos mostrem um interesse exclusivo pelos serviços e tarefas eclesiais, de forma a chegarem freqüentemente a uma abdicação prática das suas responsabilidades específicas no mundo profissional, social, econômico, cultural e político; e a tentação de legitimar a indevida separação entre fé e vida, entre a aceitação do Evangelho e a ação concreta nas mais variadas realidades temporais e terrenas. Voltaremos a isto mais adiante.
O trabalho do Sínodo, em palavras do Papa, esteve voltado a indicar caminhos para que a ‘teoria’sobre o laicato se converta em praxe na Igreja. O documento indica algumas questões de particular relevância: "Entre esses problemas contam-se os que se referem aos ministérios e aos serviços eclesiais confiados ou que deverão confiar-se aos fiéis leigos, a difusão e o crescimento de novos «movimentos» ao lado de outras formas associativas de leigos, o lugar e a função da mulher tanto na Igreja como na sociedade".
Ao final do Sínodo os participantes pediram ao Papa um documento conclusivo sobre os fieis leigos, que foi a origem da Exortação.
Vocação e missão dos leigos
Logo a seguir à introdução o Papa começa a falar com grande força da vocação e missão dos fiéis leigos: "Que escutem o chamamento de Cristo para trabalharem na Sua vinha". O Romano Pontífice faz uma leitura da parábola descrita em Mateus 20, a dos trabalhadores na vinha. Fala da voz de Deus e recorda que essa voz ressoa na alma de cada um e nos acontecimentos, e que neste momento histórico –em todos - pede uma resposta generosa. Pede a coragem de encarar este nosso mundo, que agora está –em palavras do documento - , em certo sentido, pior que nos anos do Concílio.
Vê-se portanto um apelo em sentido inverso ao que gerou a vocação religiosa. Este último, que continua válido, foi no sentido de que os religiosos adotassem o contemptus mundi, o abandono das preocupações do mundo, característico da sua vocação. Trata-se portanto de duas atitudes perfeitamente válidas – entrar de cheio no mundo ou afastar-se dele - , cabendo a cada um saber a que Deus lhe pede pessoalmente. Dessa forma fica respondida a pergunta sobre o local onde o leigo deve ser sal da terra e luz do mundo: no lugar que ocupa no mundo. Dentro do capítulo sobre a vocação e missão o Papa usa imagem muito bonita: são trabalhadores da vinha, mas são também a própria vinha.
Quanto à vocação individual –questão que cedo ou tarde todos se colocam - há um número próprio (58), recomendando a escuta pronta e dócil da Palavra de Deus e da Igreja, a oração filial e constante, a referência a uma sábia e amorosa direção espiritual, a leitura feita na fé dos dons e dos talentos recebidos, bem como das diversas situações sociais e históricas em que nos encontramos.

Quem são os leigos?A quem se dirige o texto? O Papa diz que vai tentar uma formulação positiva. Implicitamente se reconhece que as anteriores eram algo negativas, quase como os ‘coitados’ que não são padres nem freiras. Recorda-se não somente que pertencem à Igreja mas que são a Igreja, vides radicadas em Cristo, e outras imagens. Mas é sobretudo nos efeitos do batismo que se deve encontrar sua essência: "só descobrindo a misteriosa riqueza que Deus dá ao cristão no santo Batismo é possível delinear a ‘figura’ do fiel leigo". Nesta altura o documento refere-se a toda a força do batismo, com suas conseqüências: passar a ser filhos no Filho, formar um só corpo com Cristo e ser Templos vivos e santos do Espírito.
Os fiéis participam –ainda que de forma diferente que a dos presbíteros - do sacerdócio de Cristo. Os leigos possuem – não perdem! - a secularidade. Um fiel leigo tem características, modos de vida, etc., diferentes dos que têm os religiosos. É diferente seu modo de viver as virtudes. Sempre foi uma grande tentação, e um grande erro, identificar esses modos, de maneira a propor aos leigos as mesmas formas de viver as virtudes que se apresentam para os religiosos. Não pode ter as mesmas características a pobreza de um franciscano e a de um pai de família.

Panorama históricoEste tema já foi abordado em muitos lugares e seria extenso tratar dele agora. Baste dizer que logo a seguir aos primeiros cristãos foi aparecendo na Igreja o chamado à vida religiosa, a princípio de forma espontânea, condensada depois nas diferentes regras (constituições) aprovadas pela Santa Sé.
Foi tomando diversas formas de acordo com a inspiração de Deus e as necessidades dos tempos. Em séculos sucessivos – em processo que não terminou - foram aparecendo, no Ocidente, os beneditinos, os frades mendicantes, os jesuítas, os clérigos regulares e tantos outros, sempre com a característica do afastamento do mundo, maior ou menor. Não houve um desenvolvimento paralelo de fórmulas para os leigos, até recentemente, com o Vaticano II e seus precursores.
Necessidade da vida interior
Na Exortação o Papa reitera a afirmação evangélica, tantas vezes esquecida na prática, de que todo apostolado fecundo deve apoiar-se na vida interior dos que pretendem efetuá-lo. O ramo não produz fruto se não estiver unido à videira, a Cristo. Todos os cristãos são chamados à santidade, à perfeição, a serem semelhantes ao Pai.
"Sobre a universal vocação à santidade, o Concílio Vaticano II teve palavras sobremaneira luminosas. Pode dizer-se que foi precisamente esta a primeira incumbência confiada a todos os filhos e filhas da Igreja por um Concílio que se quis para a renovação evangélica da vida cristã. Tal incumbência não é uma simples exortação moral, mas uma exigência do mistério da Igreja, que não se pode suprimir: a Igreja é a Vinha escolhida, por meio da qual as vides vivem e crescem com a mesma linfa santa e santificadora de Cristo; é o Corpo místico, cujos membros participam da mesma vida de santidade da Cabeça que é Cristo... Hoje como nunca, urge que todos os cristãos retomem o caminho da renovação evangélica, acolhendo com generosidade o convite apostólico de «ser santos em todas as ações». O Sínodo extraordinário de 1985, a vinte anos do encerramento do Concílio, insistiu com oportunidade sobre essa urgência: «Sendo a Igreja em Cristo um mistério, ela deve ser vista como sinal e instrumento de santidade... Os santos e santas foram sempre fonte e origem de renovação nas circunstâncias mais difíceis em toda a história da Igreja. Hoje temos muitíssima falta de santos, que devemos pedir com assiduidade». Todos na Igreja, precisamente porque são seus membros, recebem e, por conseguinte, partilham a comum vocação à santidade. A título pleno, sem diferença alguma dos outros membros da Igreja, a essa vocação são chamados os fiéis leigos: «Todos os fiéis, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade»; «Todos os fiéis são convidados e têm por obrigação tender à santidade e à perfeição do próprio estado». A vocação à santidade mergulha as suas raízes no Batismo e volta a ser proposta pelos vários sacramentos, sobretudo pelo da Eucaristia: revestidos de Jesus Cristo e impregnados do Seu Espírito, os cristãos são «santos» e, por isso, são habilitados e empenhados em manifestar a santidade do seu ser na santidade de todo o seu operar. O apóstolo Paulo não se cansa de advertir todos os cristãos para que vivam «como convém a santos» (Ef 5, 3).
A vida segundo o Espírito, cujo fruto é a santificação (Rom 6, 22; cf. Gal 5, 22), suscita e exige de todos e de cada um dos batizados o seguimento e imitação de Jesus Cristo, no acolhimento das Suas Bem-aventuranças, na escuta e meditação da Palavra de Deus, na consciente e ativa participação na vida litúrgica e sacramental da Igreja, na oração individual, familiar e comunitária, na fome e sede de justiça, na prática do mandamento do amor em todas as circunstancias da vida e no serviço aos irmãos, sobretudo os pequeninos, os pobres e os doentes."
Como se vê pelo longo texto que reproduzimos, o fundamento da exigência de perfeição é o próprio batismo, afetando portanto todos os que receberam esse sacramento.
Já foi dito que um dos motivos para João Paulo II promover tantas beatificações e canonizações é mostrar que a santidade é algo atual, possível, acessível.

Ação de Deus e do homem
Aqui se coloca uma questão prática interessante. Até que ponto devo atuar, ou abandonar a iniciativa nas mãos de Deus. É o tema da graça. A graça move os corações, mas, ordinariamente, alguém precisa falar. "Quem enviarei?" pergunta Nosso Senhor pela boca do profeta pensando na transmissão da sua doutrina.
Trata-se de tema muito comentado, mas nem sempre as soluções encontradas na realidade prática de cada um estão de acordo com a reta teologia. Sabe-se que mais de uma vez os Papas intervieram impondo silêncio aos dois lados, quando os ânimos ficavam exaltados. Sobre uma dessas ocasiões, comenta Daniel-Rops: "Vinte anos de discussões não serão suficientes para esgotar os argumentos dos dois campos nem para terminar num acordo".
Um resumo rápido da solução poderia ser que cada um de nós procure fazer o que lhe corresponde –de verdade - e deixar para o Senhor aquilo a que não temos acesso. Remeto aqui a uma sugestiva observação do prof. Jean Lauand - falando precisamente a universitários católicos carismáticos num ENUCC - sobre a voz média.

As línguas antigas dispunham de uma fantástica terceira voz: a voz média. Emprega-se a voz média para ações que não se enquadram propriamente na voz ativa nem na voz passiva. Quer dizer que há ações que não são ativas nem passivas? É, é isto mesmo! O verbo nascer por exemplo não é ativo nem passivo: eu nasço ou sou nascido? Sim, certamente sou eu que nasço, mas não exerço ativamente esta ação; por isso o inglês fala do nascer na passiva: I was born in 1952...
Paulinho da Viola trabalha muito com esse conceito de voz média; por exemplo, de sua canção "Timoneiro" é o maravilhoso verso:
"Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar..."
(Cf. http://jean_lauand.tripod.com/page27.html)
"Não sou eu que me navega, quem me navega é o mar". Seria tentar a Deus pedir-lhe que resolva problemas que eu posso solucionar: iluminar-me para que eu não necessite estudar, limitar-nos a rezar para que se solucionem os problemas de econômicos e sociais do país, etc.
Lembro-me, a propósito, de duas histórias que ouvi. Uma é a do homem que cuidava sacrificadamente de seu jardim quando passou uma senhora e candidamente comentou: "Que belo jardim! Que coisas bonitas Deus faz!". Nosso amigo olhou bem para ela, enxugou o suor e disse: "A senhora precisava ver como era isto quando Ele cuidava sozinho!".
A segunda é a do sacerdote que preparava só metade do seu sermão dominical e dizia que deixava a outra metade para o Espírito Santo. Certo domingo, quis conferir com o sacristão, como tinha saído sua prática. Este lhe disse: "Padre, a sua parte como sempre muito boa; a do Espírito Santo desta vez não foi aquelas coisas...!".
Parece que a conclusão é clara. Como já se disse, sem transpiração não há muita inspiração. Para tirar boas notas é preciso estudar; para contratar um funcionário, mais do que consultar a Bíblia (excelente coisa para outros propósitos) será preferível comprovar seu currículo, fazer uma entrevista, etc.
Interesse exclusivo pelas tarefas eclesiais
Esse seria o primeiro erro, a que já nos referimos acima. Com freqüência ressurge a tentação de abandonar a procura de respostas para as dificuldades do dia a dia, ou a de encontrar soluções ‘católicas’ para os problemas.
O Concílio Vaticano II definiu bem a autonomia das realidades terrenas: "Muitos dos nossos contemporâneos parecem temer que a íntima ligação entre a atividade humana e a religião constitua um obstáculo para a autonomia dos homens, das sociedades e das ciências. Se por autonomia das realidades terrenas se entende que as coisas criadas e as próprias sociedades têm leis e valores próprios que o homem irá gradualmente descobrindo, utilizando e organizando, é perfeitamente legítima essa autonomia...e corresponde à vontade do Criador....Mas se com esse nome se entende que as coisas não dependem de Deus e que o homem pode dispor de tudo sem referência ao Criador, então todos os que acreditam em Deus compreendem como são falsas tais afirmações".
É na seqüência desse texto da Gaudium et Spes que se situa uma sentença muito citada e que cada vez mais se revela profundamente sábia: "a criatura sem o seu Criador desaparece, não tem razão de ser". É, portanto, mais um convite a não abandonar o mundo, a trabalhar com todos na procura de soluções justas para os problemas. Deve ter sido em parte em relação a isso que Cristo avisou que os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz. Um cristão está no mundo como em seu lugar próprio. Aí deve aprender a conviver com todos, a sofrer as dores de todos, a perseguir a resposta aos problemas que afetam seus semelhantes.
Separação entre fé e vida
Um cristão, como aliás toda pessoa, é chamado a manter a coerência entre aquilo em que acredita e sua vida. Não é possível separar nem em sua cabeça, nem em sua atuação as idéias da vida. O contrário seria vida dupla, hipocrisia, incoerência.
Ouvi contar, há tempos, uma história que se não é verdadeira, bem que poderia ser. Certo político, conhecido como católico, votou a favor de determinado tema contrariamente à doutrina da Igreja. Ao ser criticado por um bispo, protestou dizendo que votara como político e não como católico. O bispo lhe respondeu: "Pode ficar tranqüilo, eu não o critiquei como político e sim como católico!".
Não se pode distinguir onde acaba o político e onde começa o católico, e isso vale para todas as ocupações e para todas as ocasiões. A fé e as convicções não são peças de vestuário, acessórios, que se possam utilizar ou não.
Estas foram algumas breves considerações sobre papel dos leigos na Igreja Católica de acordo com a Exortação Apostólica ‘Christifideles Laici’, um documento rico, claro, necessário.

Retiro de Carnaval 2013


O amigo Akson Guerra comunica que já estão abertas as inscrições para o Retiro de Carnaval 2013. O retiro acontecerá na cidade serrana de Martins/RN.

Interessados procurem os casais:
Didi/Edilma, João do Posto/Eliecina, Akson/Carina

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

BATIZADOS


Durante a Festa de São Sebastião teremos os tradicionais batizados. Abaixo estão todas as informações para que os pais e padrinhos possam batizar seus filhos.

REUNIÃO:
A reunião acontecerá no dia 12/01 às 9h da manhã, na Igreja Matriz. 
Virá para esta reunião os pais e padrinhos da criança. Os pais da criança trarão o registro de nascimento da mesma para que seja feita a ficha de batizado da criança.

BATIZADO:
Os batizados acontecerão no dia 13/01 às 8h da manhã na Igreja Matriz.

PREÇO DO BATIZADO:         
R$ 23,00 (Taxa do batizado + vela + lembrança)

PADRINHOS SOLTEIROS OU CASADOS NO RELIGIOSO:  
Seguindo uma norma especificada por nosso Bispo Dom Mariano Manzana, os padrinhos terão que ser solteiros, ou que, se morarem maritalmente, terão que ser casados no religioso.

Pode: (Dois irmãos, primos, amigos,etc... casais que sejam casados no religioso)
Não pode: (Casais amancebados, que sejam casados só no civil)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Parabéns padre Francisco das Chagas

…” Há uma data com um acontecimento muito especial no ano de 1953:  Dia 21 de dezembro.
Nasce Francisco das Chagas, na cidade de Martins-RN .
Alguém que, desde pequenino, já sentia em seu coração um chamado muito grande de Deus, o convidando para fazer parte do seu pastoreio. Através da sua palavra e de seus gestos, cativava as pessoas ao seu redor, e com o decorrer dos anos, se tornou um servo fiel, elegido por Deus, alegrando a cada dia o coração do Pai do céu.
Continue sempre caminhando na presença de Deus, Ele vai guiar os teus passos e te ajudar nas decisões, para que as suas conquistas e vitórias sejam constantes em seus dias.”




Hoje é o aniversário de Padre Francisco das Chagas Neto, um homem sábio, humilde e com seu jeito verdadeiro de se expressar e sua simplicidade conquista a todos por onde passa.

Parabéns padre, que Deus te abençoes sempre.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

5ª Cavalgada com São Sebastião


Arte da camisa da 5ª Cavalgada

No dia 06 de janeiro teremos a 5ª Cavalgada com São Sebastião. A concentração será no Posto Imperial, às 8hs, e seguirá até a Igreja Matriz onde padre Francisco dará a bênção aos cavaleiros, amazonas e animais, em seguida todos seguirão até o Saia Rodada Park Show para a Missa do Vaqueiro.
Logo após a missa haverá a tradicional feijoada e show com artistas da terra.

O kit (boné + camisa gola polo) custará R$ 20,00, adquira o seu na secretaria da paróquia.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

SÃO SEBASTIÃO: Visita à Comunidade de Bela Vista

Ontem, 02/12, a comunidade de Bela Vista recebeu a visita de nosso padroeiro São Sebastião, confiram as fotos.









sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A importância da participação da Missa na paróquia


Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: "Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus". A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
Tomemos por modelo os cristãos das primeiras comunidades: "Os que receberam a sua palavra foram batizados. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações" (cf. Atos 2, 41-42).
Assim como eu preciso fazer uma experiência com Cristo para segui-lo, eu também preciso fazer uma experiência com a comunidade de fé, que é a Igreja, a portadora do depósito da fé, a extensão do grande corpo de Cristo e da qual eu sou membro. A comunidade é necessária para que a minha fé não seja estéril, morta, sem obras. Na comunidade paroquial, eu faço uma experiência de vida fraterna que faz toda a diferença no mundo de hoje. Na experiência dos apóstolos, o Domingo tem lugar especial por se tratar do dia da ressurreição do Senhor. No início, quando eles não tinham igrejas e eram perseguidos, eles celebravam em suas próprias casas. É isso que nós cristãos, hoje, somos chamados a resgatar: o sentido de casa de nossas paróquias, casa de comunhão e fé, ressurreição e vida.


Lembro-me, com muito carinho, da minha "paróquia mãe", a Catedral de Sant'Ana. Logo depois que eu encontrei Jesus e d'Ele recebi a Vida Nova, engajei-me na minha paróquia por meio do grupo de jovens, da Legião de Maria e da Missa Dominical, que não perdia por nada deste mundo; era por amor, era de coração. A partir daí, vieram a Direção Espiritual com o vigário Monsenhor Jessé Torres, a vida de oração e a vocação ao sacerdócio. Veja quantas riquezas a paróquia pôde me oferecer! Mas não posso me esquecer das desculpas imaturas de que não precisava ir à casa de Deus para encontrar o Senhor, que podia rezar em casa, pois Deus está em todo lugar e lá não se vê tanto testemunho, etc. Essas idéias acabaram quando fui crescendo no verdadeiro sentido de ser Igreja: "Eu sou e também faço a Igreja; sou discípulo de Jesus Cristo e estou neste caminho por Ele em primeiro lugar.


D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:
§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. "O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência."
"Devem ser guardados igualmente o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria, Mãe de Deus; de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os Santos".


Domingo primeiro dia da semana
§1166 "Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo". O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, "o primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia" em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande sábado, inaugura o dia "que O Senhor fez", o "dia que não conhece ocaso". A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.
§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os 'regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.


Domingo dia principal da celebração eucarística:
§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.
D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:
§1389 A Igreja obriga os fiéis "a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos" e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.
§2042 O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição
do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.
Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.


Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?
Nunca é tarde para recomeçar. Minha benção fraterna+.


Padre Luizinho
Sacerdote Missionário da Canção Nova

MISSA


Definição:"A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, memória e renovação do sacrifício da Cruz."
(Catecismo de São Pio X)


Explicação:Vemos então a definição eterna e infalível (sem falhas) do que é a Missa de acordo com a Igreja Católica.
A Missa é onde ocorre a Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas incruenta, ou seja, de forma que Jesus não sente dor. È A Atualização da Paixão.
Por ser o mesmo Sacrifício da Cruz as pessoas recebem os mesmos frutos e graças que recebemos na Cruz de há 2000 anos atrás. São graças infinitas nada comparável ao que se recebe em um culto ou adoração dos evangélicos ou qualquer católico reunido. Veja o Dogma (aceito obrigatoriamente) que a Igreja diz:
" Os frutos da oblação cruenta se recebem abundantemente por meio desta oblação incruenta, nem tão pouco esta derroga aquela [cân. 4]. Por isso, com razão se oferece, consoante a Tradição apostólica, este sacrifício incruento, não só pelos pecados, pelas penas, pelas satisfações e por outras necessidades dos fiéis vivos, mas também pelos que morreram em Cristo , e que não estão plenamente purificados [cân. 3]." ( Concílio de Trento 940)
Alguns dizem que a Missa é monótona , mas é esse o ponto que traduz o essencial da Missa que é um "funeral", é ver novamente o Sacrifício e Paixão de Jesus Cristo . Quando um parente seu morre, você vai festejar até na hora do funeral e no cemitério ? Quando alguém morre sempre não se faz um minuto de silencio em honra daquela pessoa ? Então se você tivesse la há dois mil anos atrás estaria sorrindo e pulando ? no lugar de estar contemplando silenciosamente ?
Então porque algumas pessoas insistem e ir a cultos evangélicos e shows para substituir a Missa ? Vejo que é para sentir e ver emoção e alegria, que são passageiras produzidas naquele momento, porque as graças que recebemos na Missa não podemos ver é invisível, mas as coisas invisíveis são infinitas.
As inúmeras graças invisíveis é que vão produzir alegria na vida da pessoa ao longo da vida dela e não apenas naquele momento...

...Porque: "A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê. Foi ela que fez a glória dos nossos, antepassados. Pela fé reconhecemos que o mundo foi formado pela palavra de Deus e que as coisas visíveis se originaram do invisível." (Hebreus 11,1)
Veja o testemunhos de muitos Santos sobre a Missa.

Devemos ter cuidado sobre o que NÃO é a Missa:1. Um show.
2. Apenas banquete e ceia espiritual. - Muitos só vêem a missa nesse sentido e esquecem de que sem o Sacrifício não há nem mesmo a Hóstia, Corpo do Senhor. Ou melhor como diz o Concilio Dogmático de Trento: " Se alguém disser que o sacrifício da Missa... ...que só aproveita ao que comunga ... seja excomungado " 950. Cân. 3. [cfr. n° 940].
3. Um culto (oração dos fiéis) sendo que católico. - Não tem desrespeito maior como essa indiferença e faz como mostrado anteriormente de que culto protestante e Missa sejam a mesma coisa.
4. Reunião comunitária. - A presença do Senhor é real, substancial e física sob as espécies eucarísticas, prescindindo (dispensável) da presença do povo. (Catecismo de São Pio X)
5. Algo chato por ser monótomo. - É o mesmo Sacrifício de 2000 anos atrás, tamanho acontecimento qualquer pessoa fica paralisada, calada...
6. Um curso de liturgia da palavra. - Muitos só prezam e gastam tempo nessa parte da missa, enquanto que na hora da consagração (a mais importante) é tudo rápido. Alguns levantam o livro da leitura (bíblia ou ordinário) por alguns segundos para que todos aplaudam, mas não dão a mesma estima ou respeito à Eucaristia.
7. Somente louvor e ação de graças - Observe o que diz o dogma: 950. Cân. 3. Se alguém disser que o sacrifício da Missa é somente de louvor e ação de graças, ou mera comemoração do sacrifício consumado na cruz(...) - seja excomungado [cfr. n° 940].

Os Reis Magos segundo o Evangelho de Mateus

Os 3 Reis Magos

Os reis magos são três personagens citados somente por Mateus (2,1-12), que visitam o menino Jesus, trazendo para eles presentes: ouro, incenso e mirra. O evangelista não diz quem são, mas a tradição deu a eles os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar. Esses nomes aparecem no Evangelho Apócrifo Armeno da Infância, do fim do século VI, no capítulo 5,10. O texto diz: Um anjo do Senhor foi de pressa ao país dos persas para avisar aos reis magos e ordenar a eles de ir e adorar o menino que acabara de nascer. Estes, depois de ter caminhado durante nove meses, tendo por guia a estrela, chegaram à meta exatamente quando Maria tinha dado à luz. Precisa-se saber que, naquele tempo, o reino persiano dominava todos os reis do Oriente, por causa do seu poder e das suas vitórias. Os reis magos eram 3 irmãos: Melquior, que reinava sobre os persianos; Baltasar, que era rei dos indianos, e Gaspar, que dominava no país dos árabes.

Os três reis são chamados de “Magos” não porque fossem expertos na magia, mas porque tinham grande conhecimento da astrologia. De fato, entres os persas, se dizia “Mago” aqueles que os judeus chamavam “escribas”, os gregos “filósofos” e os latinos “sábios”.

De acordo com a narração de Mateus, os magos, quando chegaram em Jerusalém, primeiro de tudo, visitaram Herodes, o rei romano da Judéia, e perguntaram quem era o rie que tinha nascido, pois tinham visto aparecer a “sua estrela”. Herodes, claramente não conhecia a profecia do Antico Testamento (Miquéias 5,1) e perguntou aos seus sábios sobre o lugar onde deveria nascer o Messias. Tendo sabido que o lugar era Belém, mandou-lhes àquela cidade, pedindo-lhes que referissem a ele o lugar exato onde encontrar o menino, para que “também ele pudesse adorá-lo”. Guiados pela estrela, os magos chegaram a Belém, que fica a cerca de 10 quilômetros de Jerusalém. Chegados diante do Menino, ofereceram-lhe, como presente, ouro, incenso e mirra. Tendo sido avisados, em sonho, para não dizer nada a Herodes, voltaram para suas terras por uma outra estrada. Tendo descoberto o engano, o rei Herodes mandou matar todas as crianças de Belém que tivessem menos de 2 anos.

A exegese histórico-crítica, a partir do século XIX, propôs critérios para distinguir os fatos históricos provavelmente acontecidos dos episódios criados pelas comunidades cristãs ou pelos próprios evangelistas. Nesta linha, diversos exegetas contemporâneos sublinham que, no caso deste episódio, não nos encontramos diante de um fato histórico, mas de uma composição midrashica. Histórico ou não, o ponto de partida que o autor deste texto toma em consideração é a convicção de que o Menino Jesus fora rejeitado pelo poder constituído na Palestina. Por outro lado ele fora acolhido por pessoas que não tinham títulos especiais, que eram marginais à realidade onde ele nasceu, que vinham de longe e, por isso, considerados com certa desconfiança, excluídos. Os magos eram gentios, isto é, não judeus, que não conheciam as Escrituras, o Antigo Testamento. Portanto, a mensagem do Menino, segundo Mateus, é universal, destinada a ir longe.

Os presentes que os magos trazem para o Menino têm um rico significado simbólico. O ouro é o metal precioso por excelência e simboliza a regalidade. O incenso, um perfume que se queima, é usado durante as celebrações rituais e venerações religiosas e é o símbolo da divindade. A mirra vem de uma planta medicinal que, misturada com óleo, era usada para fins medicinais, cosmédicos e religiosos e também para embalsamar os corpos, simbolizando o futuro sofrimento redentor de Cristo.

Outro elemento importante na narração sobre os magos é a estrela. Somente na Idade Média se falou em cometa, especialmente o pintor Giotto, em 1301, impressionado pela passagem naquele ano do cometa. Invés toda a iconografia precedente fala simplesmente de “estrela”. Há hipóteses modernas que identificam a estrela com a conjunção simultânea, que aconteceu no ano 7 antes de Cristo, na constelação dos Peixes. Apesar destas tentativas de explicação, a presença da estrela provavelmente entra também como elemento simbólico da narração. De fato representa um símbolo messiânico presente já no livro dos Números, quando o profeta Balaão que “um astro procedente de Jacó se torna chefe” (24,17). Recordemos também o texto de Isaías 9,1: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma terra sombria.”

Não conhecemos a história sucessiva desses personagens. Isso, do ponto de vista de alguns estudiosos, se justifica com fato que não estamos diante de um fato histórico. De qualquer forma, na Alemanha, em Colônia, encontramos uma basílica com urnas onde teriam sido sepultados os reis magos. Essas relíquias estavam na Itália e no século XII foram levadas para a Alemanha.

Estudo de Luiz da Rosa

Questões sobre o Natal




Por que só Mateus e Lucas nos contam o nascimento de Cristo? O que significa que Maria de Nazaré é Mãe de Deus? Ainda: Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro?
Respostas a perguntas como essas foram dadas pelo biblista franciscano da França Frédéric Manns, que publicou um livro sobre os assim chamados “Evangelhos da Infância”. O título original do livro é “Que sait-on de Marie et de la nativité” (O que sabemos de Maria e do Natal – Bayard Presse, Paris 2006). O texto trata de questões históricas e exegéticas ligadas ao nascimento de Cristo. O autor, professor de Bíblia em Jerusalém, teve a brilhante ideia de terminar o livro com um capítulo conclusivo onde resume em 30 perguntas as principais questões e curiosidades sobre o evento que celebramos dia 25 de dezembro. Nesse artigo ‘roubamos’ um pedaço do capítulo conclusivo e publicamos aqui no site, com uma tradução nossa.

1. A narração sobre o nascimento de Cristo aparecem apenas em Mateus e Lucas. Por que não estão presentes em Marcos e João?
Os evangelhos são sobretudo o anúncio da “boa nova da salvação” que se manifestou na morte e ressurreição de Jesus. Não são biografias no sentido moderno do termo. Mateus, que escreve para os judeu-cristãos, conhecia as narrações da infância de Moisés que a Sinagoga meditava. Lucas, ou a sua fonte judeu-cristã, prefere seguir o modelo da infância de Samuel que dizia mais para ele. O Evangelho de Marcos deixa transparecer uma etapa precedente da tradição na qual as palavras e as ações de Jesus ainda não eram transmitidas com uma narração organizada. O Evangelho de João, provavelmente por causa da sua profunda teologia e a linguagem simbólica, não tem espaço para uma reflexão sobre a infância de Jesus. Apenas Mateus e Lucas acrescentaram uma introdução que normalmente se chama “evangelho da infância”. O escândalo de um Deus que tinha sofrido transparecia já durante a sua infância, que invoca a rejeição do menino Deus por parte das autoridades e a sua aceitação por parte dos pobres. Os pintores dos ícones, que têm idéias geniais, representam a manjedoura e o túmulo do mesmo modo. Não é possível sublinhar de modo mais original esta inclusão na história da salvação. Mateus e Lucas quiseram dar uma resposta ao problema do nascimento do Messias, que não nasceu de José, filho de Davi. Eles vêem na origem de Cristo uma nova criação e a inauguração dos tempos escatológicos anunciados pelos profetas. O Espírito de Deus se faz presente em Jesus, princípio da criação nova.


2. Por que a história do nascimento de Cristo contada por Mateus é diferente daquela de Lucas?
Os dois evangelistas se dirigem a destinatários diferentes e tomam em consideração a mentalidade que eles têm. Além disso, essas narrações anunciam os grandes temas que serão tratados durante os dois evangelhos. Há muito tempo os exegetas notaram que um refrão aparece 5 vezes no Evangelho de Mateus: “quando Jesus disse essas palavras” (7,28; 11,1; 13,53; 19,1; 26,1). Esse refrão, considerado um elemento que dá forma ao evangelho, permite dividir o Evangelho em 5 partes. Não surpreende que a sua narração da infância seja também dividida em 5 cenas que começam com um genitivo absoluto: a genealogia, a concepção milagrosa, a fuga para o Egito, o massacre do inocentes e a volta do Egito. Cinco citações do Antigo Testamento aparecem na narração. Sabemos que o número cinco recorda os 5 livros da Torah. As cinco partes do evangelho foram acrescentadas as narrações da paixão-ressurreição e aquela da infância, de modo que pudessem formar um conjunto harmônico de 7 partes, uma grande Menorah. 
As 5 citações do Antigo Testamento nos dois primeiros capítulos de Mateus contém, todas elas, a palavra “filho”. A narração termina dizendo que a Sagrada Família foi morar na Galiléia. Brevemente, o que acontecerá durante todo o Evangelho é já presente nos primeiros capítulos: rejeitado pelos chefes do povo, Jesus vai à Galiléia dos gentios.
Nessas narrações é utilizado o simbolismo dos números. Na genealogia de Jesus, Lucas começa por Adão, enquanto que Mateus inicia com Abraão. Porém os estudiosos notaram que as inicias dos 3 nomes citados por Mt 1,1 recordam igualmente a Adão (Abraão, Davi e Messias). É a técnica judaica do notaricon, que Mateus usa. Mateus divide a sua genealogia em três grupos de 14 gerações e recorre ao valor numérico (ghematria) da palavra Davi, que é igual a 14. O total dos antecedentes de Jesus em 3 séries de 14 obriga Mateus a omitir 3 reis entre Jorão e Ozias, e a contar Jeconia como se fosse dois, pois a palavra grega pode traduzir ao mesmo tempo as palavras Joiaquim e Joiakim. 
Lucas, que não fala em números, conta de qualquer forma 77 descendentes na genealogia de Jesus, pois no mundo hebraico o 7 é o símbolo da perfeição. A profeta Ana alcançou esta perfeição, pois tem 84 anos (12 x 7). Além do mais, Lucas sublinha a cronologia da infância em 70 semanas. Entre a concepção de João Batista e a apresentação no Templo, é necessário acrescentar os 6 meses da gravidez de Isabel, os 9 meses da gravidez de Maria e os 40 dias depois do nascimento. O tema das 70 semanas recorda Daniel 9,24, que prevê nesse contexto a consagração do Messias em Jerusalém. Para os judeus acostumados às técnicas midráchicas, Jesus é o ungido de Deus, o Messias.

3. “Sendo Maria noiva”. O que representava o noivado para os judeus?
Até a idade de 12 anos e meio a menina dependia do pai. Podia ficar noiva e casar a partir dessa idade. O noivado regulava o acordo entre duas famílias que estavam ligadas ao pagamento de um presente, chamado mohar, feito pelo futuro marido da noiva. Esta não era ainda chamada esposa, mas o seu estado originário era modificado por este acordo prévio. A infidelidade era de qualquer forma punida também nesse caso, pois ia contra os direitos adquiridos.
O noivado de José e Maria e entendido nesse contexto. Maria é noiva de José. Ele não a tomou consigo, ou seja, Maria ainda não morava com José com ela se encontrou grávida. José pode desfazer o contrato e sonha fazê-lo em segredo, mas a aparição de um anjo faz com que ele mude de idéia.


4. Por que Maria colocou o seu filho em uma manjedoura?
O Evangelho de Lucas responde: “Por que não havia lugar para ela na sala comum”. Isso pode ser comentado assim: o lugar de alguém que estava para dar à luz não era na sala comum. Na tradição bíblica, quem dava à luz era impura por 40 dias se dela nascia um menino e por 80 dias se fosse uma menina. Além disso, a mulher transmitia a sua impureza aos outros. Por isso as mulheres que observavam a Lei preferiam retirar-se a um lugar discreto para não complicar a vida dos outros. A presença do burro e do boi na manjedoura explica a citação de Isaías 1,3: “o boi conhece o seu proprietário e o burro a manjedoura do seu senhor. Israel não sabe, o meu povo não entende”. O evangelho apócrifo do Pseudo Mateus lembra este versículo.


5. Jesus nasceu dia 25 de dezembro? Em que ano? Precisa ainda acreditar nos Reis Magos?
A data de 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Jesus foi estabelecida no século IV. Quando se determinou essa data a intenção era aquela de tornar cristã a festa popular da invencibilidade do sol, que era celebrada no solstício de inverno. 
Jesus nasceu provavelmente no ano 6 antes da nossa era. O natal foi fixado no dia do solstício de inverno (no hemisfério norte), 25 de dezembro. A anunciação de Maria, invés, se celebra no dia do solstício de primavera (no hemisfério norte), 25 de março.
A Bíblia anuncia a aparição de uma estrela em um oráculo messiânico do livro dos Números (cap. 24). Os Salmos proclamam que os reis de Saba e Seba vão trazer ofertas. Nada exclui que alguns nabateus vieram do Oriente até Jerusalém. Para o histórico José Flávio, de fato eles tinham contatos em Jerusalém. A tradição posterior dirá que os reis magos eram 3.

6. O que significa a expressão “Maria, mãe de Deus”?
O Catequismo da Igreja Católica, no parágrafo 466, diz assim: “o Verbo, unindo a si mesmo hipostaticamente uma carne animada por uma alma racional, se fez homem. A humanidade de Cristo não tem outro objeto que não seja a Pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua no momento da concepção. Por isso o Concílio de Éfeso proclamou em 431 que Maria com toda verdade se tornou Mãe de Deus não por que a natureza do Verbo ou a sua divindade tivesse tido origem graças à santa Virgem, mas porque nasceu dela o santo corpo dotado de alma racional ao qual o Verbo é unido substancialmente.”
De fato aquele que Maria concebeu como homem por ação do Espírito e que se tornou Filho segundo a carne é o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Trinidade. A Igreja confessa que Maria é a a Theotokos. Contestar que Maria seja a Mãe de Deus é negar a unidade pessoal e divina de Cristo e, contemporaneamente, a salvação dos homens.

Estudo de Luiz da Rosa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Tempos Litúrgicos: Advento





O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como pode-se deduzir da própria palavra advento que origina-se do verbo latino advenire, que quer dizer chegar. Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.

O tempo do Advento formou-se progressivamente a partir do século IV e já era celebrado na Gália e na Espanha. Em Roma, onde surgiu a festa do Natal, passou a ser celebrado somente a partir do século VI, quando a Igreja Romana vislumbrou na festa do Natal o início do mistério pascal e era natural que se preparasse para ela como se preparava para a Páscoa. Nesse período, o tempo do Advento consistia em seis semanas que antecediam a grande festa do Natal. Foi somente com São Gregório Magno (590-604) que esse tempo foi reduzido para quatro domingos, tal como hoje celebramos.






Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância. A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até a figura geométrica da coroa, o círculo, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa a perfeição, a harmonia, a eternidade. 

Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida em que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas, quase em todas as partes do mundo é usada a cor vermelha. No Brasil, até pouco tempo atrás, costumava-se usar velas nas cores roxa ou lilás, e uma vela cor de rosa referente ao terceiro domingo do Advento, quando celebra-se o Domingo de Gaudete (Domingo da Alegria), cuja cor litúrgica é rosa. Porém, atualmente, tem-se propagado o costume de velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.


Pe. Agnaldo Rogério dos Santos 
Reitor dos Seminários Filosófico e Teológico
da Diocese de Piracicaba

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Envio da Imagem de Mãe Rainha - Bela Vista e Santo Antonio

Vejam fotos do envio das Imagens de Mãe Rainha nas comunidades de Bela Vista e Santo Antônio. 










Imagem de Santa Luzia visita a Igreja Matriz de São Sebastião


SAM_0421Igreja de São Sebastião recebe a Imagem de Sta. Luzia

Na tarde de domingo (11/11) a Imagem e Relíquias da Santa Luzia, padroeira da Diocese de Mossoró esteve em nossa cidade. Como vem tradicionalmente acontecendo, devido a Festa de Santa Luzia em Mossoró que acontece de 03 a 13 de dezembro, a Imagem e as Relíquias de Santa Luzia percorre todas as paróquias da Diocese de Mossoró até o dia da abertura da Festa da Padroeira, oferecendo assim a oportunidade para aqueles devotos da Santa que não podem se deslocar até Mossoró, vivenciarem um pouco dos festejos, além de divulgar a festa, que este ano terá como tema "Santa Luzia: testemunho de esperança. Liturgia: a festa do céu na terra".

SAM_0377Centenas de fiéis louvam a Sta. protetora dos olhos

A Paróquia de São Sebastião de nossa cidade recebeu com muito carinho e organização as Relíquias e a Imagem peregrina da Padroeira de nossa Diocese. Uma comitiva de fiéis que acompanham a visita de Sta. Luzia em diversas cidades da Diocese de Mossoró chegaram em Caraúbas por volta das 13h30min e foram recepcionados por vários fieis que esperavam a Santa Padroeira nas proximidades do Posto Imperial. Saíram em carreatas pelas ruas da cidade passando pelas Capelas dos Bairros, visitando alguns lares de pessoas idoso e enfermas e chegando a Igreja Matriz de São Sebastião, onde já estava lotada de fiéis que aclamaram a Santa Peregrina protetora dos olhos.

SAM_0401Pe. Francisco das Chagas, recebe lembrança da equipe peregrina

Apos a celebração da Palavra, a equipe que acompanha a Imagem agradeceu a receptividade de todos, e parabenizou Padre Francisco pela bela acolhida dos fiéis caraubenses. Agraciaram Pe. Francisco oferecendo uma lembrança e em procissão seguiram para visitar a cidade vizinha de Governador Dix-sept Rosado.

Postagem retirada do blog Sociedade Ativa

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Envio da Imagem de Mãe Rainha - CONVITE


A coordenação paroquial do movimento de Mãe Rainha, Lúcia Maria de Medeiros Fernandes "Lucinha", comunica a todos que estará fazendo mais um envio da Imagem de Mãe Rainha, desta vez nas comunidades  de Santo Antônio e Bela Vista, no próximo dia 08/11 (Quinta-feira), às 15h30min na Escola Municipal "Manassés Braga Vieira"

Será o primeiro grupo a ser implantado na zona rural de nosso município e terá à frente a jovem missionária Samara Paiva da Costa.

Agradecemos a presença de todas as famílias inscritas. 

Diocese em Dia





CONGRESSO
A Renovação Carismática Católica de nossa Diocese realizará de 23 a 25 de novembro seu XV Congresso Diocesano. O evento acontecerá no Centro de Evangelização, no bairro Barrocas, e  contará com a participação de membros da Arquidiocese de Natal e Diocese de Caicó. Na oportunidade haverá oficinas de formação para os ministérios e momentos celebrativos. Muito do bom!

JUBILEU DE OURO
O Jubileu de Ouro do Movimento de Cursilhos de Cristandade reunirá centenas de cursilhistas de todo País para viver momentos de formação e partilha, resgatando sua verdadeira essência: o carisma e a espiritualidade. O evento ocorrerá de 29/11 a 02/12, no Centro Turístico de Praia Formosa, no Espírito Santo. Um grupo de cursilhistas de Mossoró também participará deste grande evento. Decolores!!!

CASAMENTO
O Grupo Caminho da Felicidade do Encontro de Casais com Cristo da Paróquia de São José realizará um casamento coletivo, dia 30 de novembro, às 19h, na Igreja Matriz. Que outros grupos sigam este belo exemplo. Avante, amigos!

ORDENAÇÃO
O diácono Heriberto Carneiro Santos prepara com régua e compasso sua ordenação sacerdotal. A solene celebração eucarística acontecerá dia 15 de dezembro, às 17h, na Igreja Matriz de São Manoel. E Mossoró ganhará mais um excelente sacerdote para trabalhar na vinha do Senhor. Estaremos lá!

sábado, 3 de novembro de 2012

Evangelho do Dia


Evangelho (Lucas 14, 1.7-11)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8“Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

DIA 02 DE NOVEMBRO - FINADOS



O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. 

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".


O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Alto-Oeste: Peregrinação da Imagem e Relíquia de Santa Luzia



 
03 e 04/11 (Sábado e Domingo) – Visita ao Zonal do Alto-Oeste
Sábado
-        8h30m - Alexandria (Matriz)
-        11h00m - Tenente Ananias (Capela da Sagrada Família – Centro)
-        13h00m - Major Sales (Capela de N.S. do Sagrado Coração – Centro)
-        15h00m - José da Penha (Matriz de São Francisco – Centro)
-        17h00m - DR. Severiano (Capela de Santa Luzia – Centro)
-        19h00m - Missa em Dr. Severiano (Capela)
o       Equipe dorme em Dr. Severiano
Domingo
-        08h00m - São Miguel (Matriz)
-        10h00m - Pau dos Ferros (Capela Nossa Senhora de Fátima – Rua 13 de Maio)
-        11h30m - São Francisco do Oeste (Capela de São Francisco – Centro)
o       Almoço da Equipe em São Francisco do Oeste

10 e 11/11 (Sábado e Domingo) – Visita ao Zonal do Médio-Oeste (Sujeito a alteração)
Sábado
-        8h00m - Apodi
-        10h00m – Itaú
-        16h00m – Umarizal
-        19h00m – Martins
o       Equipe dorme em Martins
Domingo
-        8h00 – Patu
-        10h00m – Almino Afonso
-        15h00m – Rafael Godeiro
-        17h00m  Caraúbas

18/11 (Domingo) – Visita ao Zonal do Grande Vale
Domingo
-        8h00 – Campo Grande
-        11h00m – Carnaubais
-        16h00m – Assu – Capela do Bairro Vertentes
-        17h30m – Assu – Matriz Beata Lindalva

24 e 25/11 (Sábado e Domingo) – Visita ao Zonal Mossoró 2 (Sujeito a alteração)
Sábado
-        10h00m - Baraúna
-        15h00m – Grossos
-        17h00m – Areia Branca
Domingo
-        8h00 – Upanema
-        16h00m – Governador Dix-Sept Rosado